
Pedro Luiz Roccato

A entrada do último quarter do ano calendário nos remete ao desenvolvimento do planejamento estratégico para o próximo período, mas não poderemos nos lembrar do planejamento apenas no final de cada ano. Afinal, o planejamento estratégico é uma das principais ferramentas de apoio à gestão e seu desenvolvimento não pode ser considerado fim, mas sim meio para garantir a longevidade e sustentabilidade de sua empresa. Muitos profissionais despendem incansáveis horas no desenvolvimento do planejamento estratégico da empresa no último quarter e quando o finalizam, consideram o trabalho acabado, acessando-o novamente apenas um ano depois para apurar os resultados e aderência, no momento de desenvolvimento do planejamento do ano seguinte. Você não pode cometer esse pecado mortal para sua empresa. O planejamento estratégico deve ser a sua ferramenta de direcionamento da empresa no dia a dia, sendo este totalmente dinâmico. O exercício de cenários possíveis deve ser constantemente realizado, visto que muitas vezes enfrentamos situações que não haviam sido previstas ou mesmo com a intensidade que poderemos constatá-la. Veja o caso recente da crise originada pelos problemas no setor imobiliário norte-americano que encadeou uma série de acontecimentos dramáticos nos mais diversos mercados. Provavelmente muitos previram em seu planejamento estratégico de 2008 repercussões de uma provável crise no mercado norte-americano, mas acredito que grande parte deles não considerou a intensidade e repercussões que estamos enfrentando nos dias de hoje. Diante desses acontecimentos, devemos realizar novos exercícios de cenários possíveis com o intuito de reposicionamento estratégico diante dos efeitos da crise em seu negócio para o último quarter do ano, bem como para 2009.
Infelizmente o volume de empresas que possuem a cultura de planejamento enraizada é muito reduzido. Nos mais diversos eventos que ministramos palestras, workshops e cursos durante o ano, sempre realizamos uma enquete com os revendedores, VARs e integradores participantes, com o intuito de identificar quais costumam desenvolver o planejamento estratégico de sua empresa. Constamos que 10% afirmam desenvolver, mas quando formulo a segunda pergunta de validação que questiona quantos conhecem o ponto de equilíbrio da empresa (break-even), o número cai para 1% dos participantes, mesmo com uma explicação didática sobre o que significa o break-even de uma empresa. Portanto realmente ainda temos um considerável desafio pela frente ao que tange o desenvolvimento evolutivo do modelo de gestão dos negócios de nossos
Direct Channel Consulting Brasil Ltda – www.directchannel.com.br
revendedores, VARs e integradores. O fato justifica a intensa e cruel seleção natural que o mercado de canais indiretos está e irá passar nos próximos anos, caso não tenhamos foco em ações que garantam a longevidade e sustentabilidade de nossas empresas. Não podemos nos esquecer que cabe aos fabricantes e distribuidores fomentar o desenvolvimento do planejamento estratégico em seus canais, visto que serão também favorecidos com os resultados! Você concorda?

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