
Pedro Luiz Roccato

Os resultados alcançados pelo Brasil nos últimos anos realmente são invejáveis. Apesar de ainda sermos conhecidos pela elevada corrupção que contamina todas as esferas de nosso governo e muitas empresas privadas também. Alcançamos classificação de risco invejável pelas agências internacionais enquanto os EUA e países do bloco europeu são rebaixados. Nos dois eventos internacionais que participei em janeiro (CES e NRF) o Brasil foi citado inúmeras vezes como exemplo com invejáveis perspectivas de futuro, como jamais visto nos 9 anos que represento o país.
Já estamos em sexto lugar pelo PIB, comparativamente às maiores economias mundiais, visto que em 2011 passamos o Reino Unido. O próximo será a França, que se tudo correr bem ocorrerá em 2015. Se considerarmos a abertura de outros indicadores, estamos em quinta posição no mercado de PCs, quarto em celulares podendo chegar o segundo em 2012. No segmento de automóveis estamos em quarto no mundo, podendo chegar à terceira posição em 2018. No segmento de pet (produtos para animais de estimação) estamos em terceiro e deveremos chegar ‘a segunda posição em 2013. No segmento de beleza e cuidados pessoais estamos em terceiro no mundo e poderemos chegar a ser o segundo no ranking em 2013. Em TVs estamos em quarto, shopping centers em décimo, devendo chegar à oitavo em 2020. Já em software alcançamos a décima-primeira posição, mas para avançarmos mais precisamos combater de forma mais eficaz a pirataria, que representa mais de US$ 2 bilhões em um ano. Neste setor as previsões apontam que poderemos chegar à sexta posição até 2020.
Com números tão atrativos, não há como negar nossa posição de destaque, perante crescimentos negativos nos EUA e demais países da Europa. A China também apresenta números positivos, mas com inúmeras dúvidas sobre a sustentação de seu crescimento nos próximos anos. O que nos resta é trabalharmos muito para que os desafios que enfrentamos nos dias de hoje e que poderão ser intensificados no futuro como, infraestrutura, elevada carga tributária, custo trabalhista e falta de investimentos em educação e saúde, venham a ser amenizados, pois a fé de que serão resolvidos ainda é fraca. Com um janeiro invejável no primeiro mês de 2012, não podemos deixar de ficar otimistas, visto que a economia realmente dá sinais de crescimento. Em momentos de crescimento como deveremos passar nos próximos anos é fundamental o foco no planejamento, pois demanda aquecida exige preparo prévio para atendimento. Você está preparado para este novo cenário em 2012 e próximos anos?

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