
Pedro Luiz Roccato

Quando o mercado não está comprador, as dificuldades que enfrentamos estão direcionadas para convencer nossos clientes a investir conosco. Por outro lado, quando o mercado est[a aquecido enfrentamos outros problemas, como falta de produtos, elevação dos preços, concorrência mais agressiva e o risco de perda de pessoal. A Folha de São Paulo publicou uma matéria no último domingo que aponta que, oito em cada dez profissionais têm sido assediado por outras empresa, concorrentes ou não. A matéria foi desenvolvida tendo como base uma pesquisa realizada pela consultoria Asap que ouviu 1.934 pessoas. Segundo a pesquisa, 40% dos entrevistados afirmaram ter recebido aumento superior a 30% nos últimos três anos. A faixa salarial mais assediada está com salários de R$ 6 mil a R$ 15 mil. Porém, o estudo aponta também que 24,5% dos que receberam propostas aceitaram.
No caso do mercado de tecnologia há algum tempo se fala em “apagão em tecnologia” devido a falta de profissionais qualificados. O que não podemos nos esquecer que os tempos mudaram e muitas empresas ainda gerenciam suas equipes como faziam há vinte anos atrás. Se considerarmos o direcionamento das pessoas da geração baby boomers (nascidos entre 1946 a 1964), por exemplo, o sonho de emprego estava relacionado a conquistar um emprego em uma grande empresa e seguir carreira por anos, se possível se aposentar na mesma empresa. Quando chegamos a geração dos jovens nos dias de hoje, chamados geração Y (nascidos após 1980) os valores e objetivos são outros. São pessoas mais dinâmicas, multitarefas, que não se prendem a empresas, mas sim a desafios. Se não considerarmos estes fatores, não teremos sucesso em nosso desafio constante de atrair, desenvolver e reter nossos talentos.
Considerando que o que motiva um profissional a continuar em sua empresa é individual e dinâmico, cabe aos gestores estar muito próximos destes profissionais para que possa alinhar sua proposta de emprego e retenção ao que realmente é percebido como valor pelos profissionais e atenderá aos objetivos da empresa. Afinal, nos dias de hoje a única certeza que temos é a mudança. Portanto, cabe a cada m estar atento e agir de forma proativa e dinâmica, para não nos tocarmos da perda e depois sairmos com reações ou lamentações pela perda de grandes profissionais.

Necessário efetuar o login ao lado.
Comentários (3)
Completando:
Grande parte destes profissionais estão mudando de empresas ainda com a visão, tão somente, financeira e como observado, muitas vezes por pequenas diferenças. O crescente aumento de oportunidades no mercado de TI está criando profissionais sem compromisso e interesse pela empresa, profissionais limitados aos seus conhecimentos e interesses, sem objetividade e planejamento de futuro, o que será sentido quando estiverem na casa dos 40 anos, talvez tarde para iniciar um planejamento.
Como um dos administradores da empresa, à fois anos estamos vivenciando uam experiência interessante: 60% dos profissionais (todos geração Y) qie sairam de nossa empresa, no prazo máximo de 10 meses retornaram. Os motivos são os mais diversos: promessas não cumpridas pelo contratante, carga de trabalho incompatível com pagamento, falta de motivação, etc, mas um motivo sobressalta, a total falta de visão, planejamento, objetivo concreto de carreira.
Eu sou da geração entre os baby boomers e a Y e percebo que o ponto de equilíbrio é estarmos bem com a empresa (missão e valores) e com os nossos chefes (forma como somos liderados). Quando algo diferente ao equilíbrio permanece por muito tempo, com certeza pode haver uma ruptura no trajeto e essa ação pode nos levar a uma mudança dos objetivos pessoais e profissionais e por sua vez, surge a necessidade da busca por outros horizontes.
Anuncie | Termos de Uso | Marcas Registradas | Política de Privacidade | Sobre o Portal | Mapa do Site | Fale Conosco | Encontrou algum erro?
Copyright ©2012 Portal do Canal® - Todos os direitos reservados | Desenvolvimento Web: ClickNow®