
Pedro Luiz Roccato

Uma dificuldade que tenho presenciado no ambiente corporativo é a da dificuldade de muitos profissionais no desafio de desenvolvimento profissional nas empresas, totalmente focados nas competências técnicas, mas sem qualquer preocupação com a forma que são vistos pelos pares e superiores. Em um de meus livros, A Bíblia de Canais de Vendas e Distribuição, abordo no capítulo “Gestão de Talentos” a importância de focarmos em quatro características típicas de um talento: perceber, tomar atitude, ser percebido e se relacionar. No caso da característica ser percebido, percebo e já vivenciei situações que tornam os resultados tangíveis totalmente imperceptíveis se você não se preocupa em gerenciar a percepção das pessoas que se relacionam com você. Apesar do ditado afirmar que “contra fatos não há argumentos”, caso a percepção de seu trabalho não seja boa, apesar dos resultados inquestionáveis, você poderá enfrentar problemas.
Pessoas muito focadas e perfeccionistas geralmente focam tanto no processo de desenvolvimento impecável de suas atividades que se esquecem que, se as pessoas a sua volta não perceberem os resultados de seu trabalho, você provavelmente enfrentará problemas.
Portanto fica aqui um toque importante: desenvolva um ótimo trabalho, mas não se esqueça que as pessoas devem perceber que o seu trabalho foi realmente desenvolvido com elevada qualidade, visto que, em caso contrário, talvez você se sinta frustrado ou mesmo protelado, uma vez que tomamos nossas decisões orientados mais pela percepção do pelos fatos. Seguindo esta linha de raciocínio, atente sempre por como você é percebido, comparativamente como a como você gostaria de ser visto. Caso haja distanciamento, cabe a você o alinhamento.

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Comentários (1)
Ensinamento de mestre, excelente.
Muitas vezes sentimos esse distanciamento entre o percebido e o como gostaríamos de sermos vistos e apreciados. Porém, há uma linha elástica entre esses pontos que nem sempre conseguimos estreitá-las. Quando realizamos trabalhos em grupo é um exemplo, uma dificuldade natural de mantermos o equilibrio entre o que realmente querermos e o que o grupo deseja ou pleiteia. O rompimento desse equilibrio, acredito que possa ser o momento percebido que nos falta.
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