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Colunistas - Pedro Luiz Roccato - A próxima onda de telecom: operadoras virtuais

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Cenários & Tendências

04/11/2010 - 07:46

A próxima onda de telecom: operadoras virtuais

Pedro Luiz Roccato Pedro Luiz Roccato

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    O conselho da Anatel está em fase de regulamentação de “operadoras virtuais”. O modelo permitirá que qualquer empresa se associe a uma operadora móvel para disponibilizar uma oferta de serviços de telefonia (voz e dados). O modelo está disponível há algum tempo em outros países como EUA e tem apresentado resultados interessantes ao que tange a redução de tarifas de dados, sem impacto relevante nos valores praticados para serviços de voz.
     

    Pelo novo modelo os bancos, por exemplo, poderão disponibilizar ofertas de planos de serviços a seus correntistas visando fidelização. Na prática, quando você utilizar o seu celular vinculado a um plano de voz e dados de um banco, por exemplo, você não mais terá contato com a identificação da operadora, mas sim apenas do banco. Neste caso, teremos também uma ampliação nos serviços bancários oferecidos pelos dispositivos móveis, bem como poderemos expandir a utilização dos dispositivos para pagamentos eletrônicos, pela modalidade conhecida como “carteira virtual”, uma vez que o usuário poderá carregar crédito para pagar suas compras. Pelo novo modelo, as operadoras comercialização “airtime” para terceiros por valores atrativos, aproveitando sua ociosidade, que não é alta.
     

    O receio que tenho sobre o novo modelo refere-se aos problemas atuais que enfrentamos quanto às limitações de expansão da rede atual, que já nos preocupa, sendo a tendência de expansão um fator que poderá potencializar problema, uma vez que não estejam sincronizados com investimentos em tecnologia que permitam a expansão da rede. Por outro lado, o modelo permite uma diversificação na oferta de serviços, o que aumentará ainda mais a competitividade no setor. Acredito que está nova modalidade de contratação movimentará o mercado de telecom de forma positiva, com ganhos relevantes para os consumidores, representando a próxima onda do segmento, antes da esperada “nova onda de tecnologia” que será a 4G. 


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