Portal do Canal® - O ponto de convergência de canais

Conecte-se com o Conhecimento Conecte-se com as Empresas Conecte-se com as Pessoas

Colunistas - Pedro Luiz Roccato - O Google quer dominar o mundo

Assinar RSS

Cenários & Tendências

01/09/2010 - 17:13

O Google quer dominar o mundo

Pedro Luiz Roccato Pedro Luiz Roccato

Envie para um Amigo

Obrigado!Sua mensagem foi enviado com sucesso.
Erro!Problemas ao enviar sua mensagem, tente novamente mais tarde.
Há problemas com o preenchimento do formulário.
    Nome: E-mail: Enviar
    Nome do Amigo(a): E-mail do Amigo (a):
    Fonte MenorFonte MaiorVoltar


     

    Os movimentos da empresa Google sinalizam objetivos altamente agressivos e de certa forma preocupantes, sendo totalmente incompatíveis com seu lema “não seja mau”. Com um lucro de US$ 2 bilhões de dólares no segundo trimestre do ano, a empresa acumula um caixa invejável de US$ 30 bilhões. O problema da empresa está centrado em manter os índices de crescimento e inovação que entregue nos últimos anos sem grandes novidades atualmente, o que ocasionou uma queda no valor das ações em 2010 de 20%. Com tamanha força e vontade de conquistar outros mercados e segmentos, a empresa já causou inimizades em diversas outras corporações, que até então eram consideradas aliadas, bem como inimizadas com governos como da China e alguns países da Europa, sendo considerado por alguns países como uma ameaça à privacidade das pessoas com soluções com o Street View.
    As batalhas estabelecidas pelo Google enfrentaram adversários que não devem ser desprezados, como Microsoft, Apple, Facebook, Amazon.com, além de operadoras de telecom e grandes redes de TV. Uma das batalhas já vencidas foi a traçada com as operadoras de telecom, com uma tentativa fracassada de venda direta de celulares que durou pouco após a resposta das operadoras de telecom. Neste cenário, o ponto chave está centrado no acesso à internet por dispositivos móveis, que concorrem diretamente com o sistema operacional da Microsoft e com a Apple, que disponibiliza o iPhone e seu novo sucesso de vendas, o iPad. Podemos entender o interesse neste assunto, visto que as previsões apontam que os dispositivos móveis liderarão os acessos nos próximos anos. Nas duas frentes a Google já anunciou investidas relevantes, afinal não podemos menosprezar uma empresa US$ 30 bilhões em caixa! Porém, todos nós sabemos que quanto maior, maior... a arrogância. E a arrogância não nos leva a um futuro promissor. Existem algumas batalhas que ainda prometem elevado aquecimento, como é o caso do Google Editions que concorrerá com vários players do segmento de livros eletrônicos. Teremos também o sistema operacional Chrome OS que competirá com o conhecido Windows da Microsoft. O sistema operacional Android para dispositivos móveis, que viabilizará o lançamento pelo Google de um concorrente direto do iPad. Como se não bastasse ainda temos frentes abertas com o Google TV (televisão pela internet) e o lançamento (guardado a sete chaves) de um concorrente para o Facebook. Realmente a briga será interessante, mas ao mesmo tempo perigosa, visto as possibilidades de elevada concentração.
     

    Recentemente fora noticiado pelo blog TechCrunch que o Skype, sob controle do Google, teria recebido uma oferta de compra pela Cisco por US$ 5 bilhões. Acredito fielmente que a Cisco tenha interesse em adquirir a plataforma Skype por ser sinérgica e complementar a seu portfólio, bem como que tenha condições financeiras para realização tal operação. Porém, questiono o interesse do Google em realizar a venda. Afinal, a plataforma Skype é líder em seu segmento, totalmente sinérgica a operação de outros serviços do Google. Ainda mais, pelo Google que tendencia a movimentos agressivos de compra e não de venda de empresas. Apenas para reforçar esta defesa, não podemos nos esquecer de que na semana anterior o Google declarou à mídia que entrará com maior intensidade no mercado de telefonia via web.
     

    Minha maior preocupação está exatamente na intenção e sinais claros do Google de avanço nas mais diversas frentes e mercados, o que poderá ocasionar elevadas concentrações de poder e controle que estão diretamente relacionados a abusos, especialmente frente a competidores que não são tão grandes assim. Cabe acompanharmos os próximos passos e analisarmos as suas consequências em cada mercado. Diante destes movimentos, caberá a cada um de nós, meros mortais, respondermos proporcionalmente a nosso poder de decisão e influência, às investidas que venham a ser consideradas predatórias.


    Faça o seu comentário:

    Necessário efetuar o login ao lado.