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Colunistas - Pedro Luiz Roccato - Parte 2: o primeiro Apple a gente nunca esquece

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Cenários & Tendências

26/07/2010 - 07:12

Parte 2: o primeiro Apple a gente nunca esquece

Pedro Luiz Roccato Pedro Luiz Roccato

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    Continuação do primeiro artigo publicado em 21 de julho de 2010 – Clique aqui para acessá-lo!


    Independente da postura de Jobs com seus clientes, temos que reconhecer seu poder inovativo, que conseguiu reinventar o telefone celular, revolucionou a indústria de música e agora promete avançar sobre o segmento de livros com seu novo dispositivo. O iPad realmente atingiu patamares invejáveis, não só em vendas, com um iPad vendido a cada 3 segundos, como também inaugurou um novo segmento de produtos, não competindo diretamente com os notebooks, netbooks ou smartphones. Afinal o produto faz um pouco das funções de cada um deles, de forma diferenciada. No segmento de livros, por exemplo, segundo os números iniciais divulgados, já detém 22% do market share nos EUA, somente nos primeiros 65 dias de operação de sua eBookstore, atingindo uma média de dois livros e meio lpor iPad.


    No segmento de aplicativos também revolucionou com o lançamento da App Store que disponibiliza mais de 225 mil aplicativos, agora desenvolvidos para os dois devices: iPhone e iPad. São mais de 15 mil aplicativos submetidos por semana com novos aplicativos e atualizações dos aplicativos já disponíveis, em 30 linguagens diferentes. Todos os aplicativos são testados e certificados pela Apple, sendo 95% são aprovados em até 7 dias!. Quando indagado sobre os motivos das recusas, informou que a maioria dos casos se refere a aplicativos que não funcionam como foi anunciado pelo desenvolvedor. O segundo motivo é o uso privado de APIs (Application Programming Interface ou Interface de Programação de Aplicativos). Números realmente incríveis, abrindo uma lacuna interessante para os ISVs (desenvolvedores de softwares), visto o potencial de vendas do modelo.

    Quando o assunto é canais de vendas e distribuição, a Apple não apresenta um dos melhores modelos de operação. Fora dos EUA, as lojas próprias (Apple Store) competem diretamente com os canais indiretos autorizados. No Brasil a situação é ainda pior, onde poucos compram diretamente a Apple com condições excepcionalmente diferenciadas, contra os demais que são atendidos pelos distribuidores autorizados. Há problemas históricos com irregularidades no abastecimento local de produtos. Nos últimos anos a política de preços adotada localmente tornou os produtos mais acessíveis, elevando consideravelmente o volume de vendas no Brasil. Porém ainda temos problemas com a ausência da operação do iTunes para venda de músicas para o Brasil, além de problemas com o registro da marca iPad realizado anteriormente por outra empresa local. Independente das dificuldades enfrentadas localmente, o potencial de vendas é imenso, especialmente através de canais indiretos de vendas. E o escritório local tem visualizado modestamente as oportunidades, onde é inegável o crescimento da presença da marca, especialmente nos canais de varejo. Alguns varejistas optaram pela operação no modelo store-in-store com dedicação de um espaço exclusivo para a marca, enquanto outros optaram pelo modelo de loja exclusiva, com apelo visual semelhante a Apple Store fora do Brasil, mas ainda com considerável dificuldade em prover um atendimento cordial, atencioso e especializado como nas lojas próprias, com sua equipe focada em proporcionar uma experiência diferenciada no mundo Apple. O que nos resta é torcer para que a marca consiga alcançar seu espaço no Brasil que é devido, apesar das dificuldades locais, visto o potencial e elevada atratividade natural que a marca exerce em todos nós.
     


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