
Pedro Luiz Roccato

Minha primeira experiência com a Apple aconteceu em janeiro de 2004, quando realizei uma visita técnica assistida na Apple Store do SoHo em NYC. Tenho que dizer que até então estava muito cético com a marca, visto que nos anos que trabalhei na Microsoft desenvolvi uma considerável antipatia. Porém, após a visita técnica que me permitiu conhecer a proposta da marca, tenho que confessar que houve o início de um processo de empatia. Ela começou com o ambiente agradável da loja, que realmente atende 100% da proposta da Aplle com as lojas: “proporcionar uma experiência diferenciada para usuários Windows”. Isso mesmo. O foco não foi direcionado para uma experiência para os applemaníacos, mas sim para aqueles que ainda não são adeptos da marca. Na loja, pela primeira vez senti uma vontade de comprar um produto da Apple, fato este que se efetivou apenas em 2007, com a compra de um iPod Touch. Em 2008 veio o primeiro iPhone 3G, que realmente me levou a assumir uma paixão contida pela marca. Em seguida veio um novo iPhone, agora 3GS, até semanas atrás com o indescritível iPad. Tomei a liberdade de contar minha trajetória com a marca para que possam entender o motivo do desenvolvimento do tema neste artigo.

Hoje a Apple divulgou o crescimento recorde de lucratividade de 78% no quarter fiscal encerrado em 26 de junho, onde atingiu evolução de 61% nas vendas, chegando a US$ 15,7 bilhões. Os resultados foram possíveis com a explosão de vendas do iPad e do novo iPhone, agora na versão 4. O iPad lançado em 3 de abril já atingiu 3,27 milhões de unidades. O iPhone chegou a 8,4 milhões de unidades vendidas no período, além de 9,41 milhões de iPods e 3,47 milhões de computadores mac.
O retorno de Steve Jobs afrente da empresa realmente tem feito uma considerável diferença, apesar das dificuldades enfrentadas com seus problemas de saúde e suas excentricidades. Não faltam e-mails respondidos a clientes pelo próprio Jobs com colocações indelicadas. A maioria dos e-mails não são respondidos por Jobs, que escolhe os mais agradáveis e os mais incomodativos para respostas não tão polidas. Um dos casos recentes se refere aos problemas apresentados pelo iPhone 4, negado inúmeras vezes ou justificados em comparação a problemas enfrentados por outros fabricantes. Segundo usuários do novo modelo, o sinal tem sido perdido com frequência. O problema foi pessimamente contornado por Jobs, até que foram fornecidas capas de borracha gratuitamente para os usuários reduzirem a interferência de sua mão no sinal celular do aparelho. Uma das inovações do novo aparelho pode ter sido o vilão da história: a lateral do iPhone 4 que além da função estética e de acabamento do produto, possui também a função de conexão através de duas antenas. Uma antena para Bluetooth, Wi-Fi e GPS e outra para UMTS e GSM. Há duas antenas integradas na estrutura como jamais fora feito antes, o que talvez seja o motivo do problema de perda de sinal reportado por vários usuários.
Continua na próxima semana.

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