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Canais de Vendas & Distribuição

17/03/2009 - 12:00

Webstore do fabricante?

Pedro Luiz Roccato Pedro Luiz Roccato

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    Temos acompanhado há muitos anos movimentos dos fabricantes em direção do lançamento de lojas virtuais para venda de produtos diretamente aos clientes finais. Quando somos indagados sobre tais iniciativas, reportamos que em 99,9% dos casos o volume de vendas não compensa o ruído causado junto a seus canais indiretos de vendas. O volume de vendas da loja virtual do fabricante é muito baixo perante o volume de vendas dos principais canais indiretos. Portanto, movimentos como este podem ser muito prejudiciais para o relacionamento com o canal e, conseqüentemente, para os resultados.
    Porém, nos últimos meses temos acompanhado alguns movimentos que merecem atenção, como é o caso de lojas de aplicativos como AppStore da Apple que tem alcançado sucesso inclusive como canal de vendas de ISVs (empresas de desenvolvimento de software). Neste caso específico acredito que os benefícios para o canal de desenvolvedores seja muito superior aos pontos negativos, pois provavelmente não atingiriam os volumes de vendas atuais sem a operação de venda direta do fabricante.
    A Microsoft lançou recentemente sua loja virtual, inicialmente em operação nos EUA, mas que provavelmente entrará em operação em outros países como o Brasil. A Microsoft Store, no caso de software, disponibiliza duas opções de venda: CD ou download. A HP opera nos EUA também com uma loja virtual sem parceiros através da HP Store que já esteve em operação no Brasil mais foi desativada há alguns anos atrás.
    Qual o motivo de tal movimento dos fabricantes? Acredito que a melhoria na experiência com o cliente final esteja entre os principais motivos, mas não podemos deixar de nos preocupar com os efeitos colaterais possíveis em sua operação de canais indiretos. O que você pensa sobre este movimento? Participe!
     


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