
Maria José e Zé

Adoro Woody Allen! O diretor esquelético, ranzinza e hipocondríaco mesmo quando faz um filme mediano é melhor que 90% do que vemos nos cinemas, tevês e nas locadoras. E o Zé também acha isso – se ele achasse outra coisa dava divórcio.
Fomos ver o mais recente filme de Woody Allen, “Meia-noite em Paris”, em um dos poucos “cinemas de rua” que ainda resistem em São Paulo, o Cine Sabesp, que fica em Pinheiros. Em tempos nos quais as pessoas preferem “baixar” um filme pela web ou mesmo aguardar que ele chegue à locadora, eu recomendo: veja no cinema!
Não, não tem nenhum “efeito especial” absurdo que você precisa ver na telona ou mesmo um som surround mega ultra super blaster que você não ouvirá nunca na sua casa. O que ele tem de diferente é proporcionar a comunhão entre pessoas em um mesmo ambiente vendo um filme imaginativo. Não vou entrar em detalhes, mas a história de Allen – que mostra um aspirante a escritor, um alter ego do diretor, que volta no tempo e convive com seus ídolos da década de 20 em uma Paris de sonho – gera cultura e um bom papo.
Como disse o Zé, da vontade de tomar um vinho e falar e falar...de Hemingway, Fitzgerald, Picasso, Dalí e outras figuras artísticas retratadas por Allen. Esse conhecimento, essa vivência, como falei, seria diferente se víssemos o filme em DVD.
A mesma coisa, mal e bem comparando, acontece quando falamos em ERP. Cada empresa possui sua cultura, suas especificidades e muitas vezes os fornecedores do setor – e isto eu sei de poltrona, quer dizer, de cadeira – não entendem.
Antigamente, no século passado, os pacotes de gestão eram quase como castelos misteriosos que pouca gente entendia como funcionava. Era preciso inserir os dados e tentar decifrar o que sairia de lá. Com o passar dos anos, essa torre de marfim, como a de TI em geral, caiu. No entanto, a modernidade ainda não chegou em sua totalidade em muitos players de ERP. A vivência dos usuários e mesmo o entendimento do ambiente corporativo com o qual eles interagem ainda é deixado de lado.
A cultura, seja ela de um filme do Woody Allen, da Paris dos anos 20 ou do ambiente de uma corporação ainda é de suma importância na vida dos espectadores, quer dizer, dos usuários de ERP. Assim como a troca de idéias. Como o Zé falou depois do filme: “interatividade é bom e eu gosto, mesmo que seja jogando conversa fora com uma taça de vinho na mão em pleno frio de São Paulo”.
E eu concordo com ele! Quem implementa um sistema, seja de ERP ou o que for, deve levar em consideração isto, conversar e entender seus interlocutores pode ser uma saída inteligente.
Maria José é consultora de ERP, fã do Woody Allen e de vinhos bons!

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