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Blogs - Pedro Luiz Roccato - 2011: ano de guerra dos tablets

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03/02/2011 - 07:28

2011: ano de guerra dos tablets

Pedro Luiz Roccato Pedro Luiz Roccato

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    Nada será como antes. Esta é a única certeza que podemos ter após o lançamento do tablet iPad da Apple. Desde abril do ano passado, a Apple gerou US$ 20 bilhões em receita com seu iPad, com a venda de um produto a cada três segundos. Os problemas de saúde que causaram o afastamento do principal executivo da companhia, Steve Jobs, causaram considerável desconforto no mercado sobre os rumos da empresa, mas seu poder de inovação e vendas são únicos, com potencial de geração de receita anual de US$ 100 bilhões. Números jamais alcançados com um produto em um curto espaço de tempo como este. Poderíamos até dizer que existe o iPad e os outros (tablets). No Brasil, após inúmeros contratempos com relação ao registro da marca, o produto chegou às gôndolas do país apenas em dezembro. Antes mesmo da disponibilidade do produto, as estimativas apontavam que já existiam mais de 50 mil iPads em uso no Brasil. Segundo números publicados pela Folha nesta semana, desde sua oferta no Brasil no final do ano, já foram importados 64 mil devices, contra 20 mil de seu principal concorrente no Brasil, o Galaxy Tab da Samsung. Estima-se que cheguemos a 300 mil tablets em 2011.


    Embora muitos afirmam que temos uma nova categoria de produtos e que os tablets não representam ameaça para os netbooks, tenho uma opinião diferente, conforme já registrado em um post anterior. Concordo que representa uma nova categoria, mas acredito que os notebooks avançaram perante os netbooks e que, a principal ameaça para os notebooks realmente será o tablet, bastando apenas alguns avanços perante os modelos que conhecemos hoje.
     

    O volume de lançamentos prometidos de modelos de tablets é imenso, com a entrada de pesos pesados da indústria de TI e telecom, como Cisco, HP, RIM (que produz o Black Berry) e outros. O ano de 2011 realmente promete uma verdadeira guerra entre aqueles que se aventurarem neste segmento, mas a briga será grande com a operação da líder inquestionável do segmento, a Apple, que após inúmeras tentativas frustradas nos últimos anos dos mais diversos fabricantes, conseguiu alcançar o sucesso com a venda dos tablets. Os próximos movimentos merecem atenção!
     


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