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Blogs - Maria José e  Zé - Fechamento do mês, duas realidades

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09/09/2010 - 06:30

Fechamento do mês, duas realidades

Maria José e  Zé Maria José e Zé

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    Agosto acabou, graças a Deus! Perguntei a Mazé a razão dela sempre estar na paz e sem um stress maior nos finais de mês, não que ela não seja “estressadinha” em muitas situações. Ela me respondeu rapidamente e com um ponta de ironia: “para mim são dias normais, já para você...não é nada legal, né?”

    “Não precisa falar assim! Sua, sua...consultora!”. Ela sabe que a minha vida é mais complicada nos últimos dias de cada mês e ainda piores nos fechamentos dos “quarters”, como os gringos chamam o final dos trimestres. Neste momento é preciso que as metas de vendas sejam, no mínimo, batidas. O que nem sempre é tranqüilo ou acontece sem uma boa dose de “sangue e lágrimas”.

    Tem gente que fica ansioso, come mais ou bebe mais. Conheço um sujeito que nem dorme...aí é demais, né?! Eu fico tenso mesmo. Começo a coçar a mão...será que é uma alergia?

    Em alguns desses dias eu me sinto um verdadeiro prisioneiro dos números. E não é raro vir um pensamento do tipo: “esse produto não sai nem se eu der de graça!” A solução é apelar para o distribuidor e o fabricante buscando uma “promo” – como chamamos as promoções – para desovar algum produto.

    Já a vida da Mazé é diferente, mas será que é mais tranqüila? Ok, a moça faz projetos, não se preocupa com o imediatismo dos números que eu, como gerente de vendas, preciso apresentar. Mas não sei se é melhor ou pior! A tensão dela não é localizada no tempo ou no espaço, pode ser a qualquer momento. Se o projeto dá um pepino, ele pode ser em qualquer dia do mês. Ou hora. Ou lugar. Já vi a moça resolver problemas pelo telefone ou no notebook em pleno sábado, do meu lado e em casa.

    Isso é vida? Bom, pelo menos ela tem um dia 30 ou um dia 31 na paz! As preocupações são diferentes. A minha talvez seja mais chata. E no final de setembro fecha um novo trimestre para quem opera com o ano calendário! Salve-se quem puder...minha mão já coça.


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