
Maria José e Zé

Final de semana complicado, primeiro o Brasil perde na sexta, depois a Argentina – isso foi ótimo – leva um baile da Alemanha e um domingo sem futebol. Como assim, cadê meu futebol?!
Vamos por partes. O Brasil jogou um grande primeiro tempo contra a Holanda e um ridículo segundo tempo. Não adianta buscar um Cristo...Felipe Mello, Dunga, Julio César...até já ouvi críticas ao Kleberson por ter ido a Copa. A culpa é dele se o pseudo-anão o convocou?
Mas não culpo o Dunga ou sua convocação. O time ganhou a Copa América, a Copa das Confederações e liderou a eliminatória, ou seja, o sujeito tinha álibi e sucesso para fazer o que ele desejava. O problema não é esse. Se ele ganhasse ia ser gênio etc, o problema é a filosofia do futebol do Brasil em si.
Alguém viu a Alemanha trucidar a tão falada Argentina – eu já tinha dito que os hermanos tinham encarado na primeira fase um grupo de seleções de cabeças de bagre, eu avisei – ou ainda antes quando os teutônicos arrasaram com o arremedo de time da Inglaterra? Eles estão jogando como o Brasil, não o de agora, mas o de outros tempos. Dribles fáceis, deslocamento, tabelinhas, gol bonitos...
Soa até engraçado falar isso dos alemães, conhecidos pela cintura dura. “Já era cumpadi, perdeu, perdeu” – me perdoem a gíria –, mas parece até que algum meliante entrou na Copa roubou nosso espírito de jogo e vendeu pros alemães.
Falando quase sério. A mistura de etnias pode ser uma resposta. Afinal, tem até brasileiro jogando na Alemanha, o Cacau – é até irônico com eles se especializando em dar chocolate nos adversários –, além de turcos, poloneses e até ganês. Mistura de etnias, parece que estamos falando do Brasil, não?
Mas acho que foi uma mandinga ou uma troca do tipo você me empresta o seu futebol e eu te empresto o meu. O resultado é que jogamos como alemães e eles jogam como o Brasil.
Para mostrar que isso pode ser verdadeiro, vocês sabem o nome verdadeiro do Dunga? Pois, pasmem, é Carlos Caetano Bledorn (viu, ele é alemão!) Verri, que é italiano – donos de um futebol competitivo e quadrado, como foi o nosso nessa Copa. Ou seja, o problema é genético-filosófico.
Agora, meu coração futebolístico vai torcer para a Alemanha, enquanto o meu cérebro latino e que não deseja que a Alemanha ganhe seu quarto título quer o Uruguai.
*José Maria é um personagem ficcional, qualquer semelhança com pessoas, fatos, atos e ditos é mera coincidência!

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